Diretas Já!!!

8 de dezembro de 2009
Vamos mudar o destino do nosso verdão!

Acabou o ano do centenário. Todos aqui são torcedores do Coritiba e todos conhecem a nossa gloriosa história. Nós sonhávamos com este ano desde a conquista do título brasileiro de 85. Sonhávamos com esta data na triste crise dos anos 90. Preparamo-nos nesta década para comemorar da melhor maneira possível a marca dos cem anos de existência e, de repente, tudo ruiu. Culpa da diretoria? Sim, os maiores culpados. Omissos e incompetentes, não perceberam a fragilidade do elenco, evidente desde a perda do Campeonato Paranaense.

O Presidente Jair Cirino, que transmite uma postura de pessoa honesta e cautelosa, não teve força para salvar o Coritiba da tragédia que se anunciava. Faltou comando, dar a cara à tapa, aparecer, tomar atitudes. Nada, absolutamente nada foi feito durante a pífia trajetória alviverde no Campeonato Brasileiro. Ao nosso presidente faltou pulso forte, coragem, participação no comando de futebol do Glorioso Alviverde. Muita festa e pouca atenção ao que acontecia no gramado. Nenhum menino da base foi lançado pelos nossos treinadores durante o ano de 2009. Depositamos nossas esperanças num velho jogador paraibano, com um salário astronômico e um futebol modesto. Quando precisamos do nosso ‘craque’ ele não correspondeu.

Os nossos concorrentes na ingrata luta para fugir do rebaixamento afastaram jogadores descompromissados, investiram em jogadores novos e com identificação com seus clubes, contrataram psicólogos, envolveram familiares… Fizeram tudo o que costumeiramente se faz em situações semelhantes. E o que fez a diretoria do Coxa? Festas de gala e apoio incondicional ao fraco elenco. Momentos após o rebaixamento, nenhuma palavra do omisso presidente do clube. O famigerado Projeto Vencer propôs e não realizou! Prometeu bizarramente, por exemplo, acertar cerca de 90% das contratações, algo impossível de se mensurar. O fato é que as contratações foram horrorosas. Nosso time foi formado por jogadores sem a menor identificação com o clube e sem preocupação com o importante ano do centenário. Nenhum jogador das categorias de base ascendeu ao futebol profissional, ainda que o Projeto Vencer falasse em ‘apostar na valorização dos atletas oriundos da base’. Ainda nesta pauta, foi declarado que não se toleraria jogadores com rendimento abaixo do esperado, e o que se viu foi talvez o time mais descompromissado e desinteressado da história centenária do Coritiba. Nenhum jogador foi afastado, nenhuma medida foi tomada, a não ser o pagamento de bichos e premiações provenientes, claro, dos cofres do clube.

O Projeto Vencer prometeu títulos. No biênio 2008 e 2009 conquistamos apenas um Campeonato Paranaense e fomos relegados à Série-B no Brasileirão de menor nível técnico dos últimos anos. O Projeto Vencer foi responsável pelo plano de sócios Eternamente Coxa em que, por motivos desconhecidos à Nação Alviverde, não é administrado pelo clube, e sim por uma empresa terceirizada, ficando esta com 38% do valor pago pelos associados. É evidente que o dinheiro investido por tal empresa na confecção, promoção e manutenção do plano de sócios é bem abaixo daquilo que arrecada com sua gorda fatia das mensalidades, do contrário não teria razão de prestar seus serviços ao Coritiba. A diretoria responsável pelo Projeto Vencer mais uma vez não honrou sua palavra quando disse entender que o Estatuto do clube merecia ser revisto e mudado, o que jamais aconteceu. Este mesmo projeto alegou que a falta de transparência e os negócios duvidosos iriam acabar. Como pode existir transparência em uma diretoria onde o presidente é omisso e não se dirige à torcida? Quantas vezes Jair Cirino se pronunciou à Nação Alviverde durante os dois anos de sua gestão? Em se tratando de negócios duvidosos, pergunta-se: qual a vantagem em contratar uma empresa ‘gerenciadora de crises’? Que benefício tal empresa trouxe ao clube? Incontáveis vezes a diretoria se pronunciou a respeito da construção de um novo estádio. Depois de várias decepções e fracassos, prometeu-se uma notícia feliz a este respeito no dia do aniversário do clube, doze de outubro. Mais uma vez, promessa não cumprida.

No que diz respeito a este fracassado Projeto Vencer, entretanto, uma dúvida permanece: quanto ganham os profissionais contratados para geri-lo? Durante a vigência deste plano destrutivo, quais foram os gastos do Coritiba para mantê-lo? Qual é, atualmente, a situação financeira do clube e como esta se encontra quando defrontada com a condição em que a diretoria encontrou quando assumiu o Coritiba? O ano acabou da pior maneira possível. Briga vexatória no gramado, confronto de torcedores com policiais e a interdição do Couto Pereira, depredado e destruído por bandidos disfarçados de torcedores. Terminaram os primeiros cem anos do Coritiba Foot Ball Club. O presidente Jair Cirino e sua diretoria nada têm para se orgulhar depois destes dois anos de gestão. Muito pouco ou nada acrescentaram ao Coritiba, senão dívidas e fracassos em campo. Por todos os erros apontados neste discurso, e pela falta de clima para que Jair Cirino e seus aliados permaneçam no comando do clube, nós torcedores pedimos a renúncia de todos os membros da diretoria, bem como de todos os atuais conselheiros do clube, coniventes com a desastrosa situação atual do Coxa. Pedimos, ainda, a instauração de eleições diretas na primeira semana de Janeiro de 2010, para que os sócios adimplentes do clube possam eleger uma nova chapa presidencial e novos conselheiros. Dentro do contexto democrático que deve nortear a vida política Coxa-Branca, os conselheiros atuais, bem como a atual diretoria do Coritiba, poderão se candidatar a uma possível reeleição, caso assim o desejem.

A atual diretoria ficará em pleno poder até o dia das eleições diretas, marcado para oito de Janeiro de 2010. Terminaram os primeiros cem anos do Coritiba. É preciso guardar carinhosamente as nossas gloriosas conquistas do passado e olhar exclusivamente para o futuro. Nós, torcedores, não nos contentaremos mais em vangloriar-se das conquistas de heróis coritibanos de outros tempos, mas lutaremos incisivamente para alcançarmos novas conquistas num futuro próximo. Começaram os próximos cem anos!